O programa Incorpora oferece uma nova oportunidade de trabalho à Isilda

O programa Incorpora oferece uma nova oportunidade de trabalho à Isilda

A Isilda procurava trabalho há algum tempo, mas não conseguia encontrar um emprego que correspondesse à sua experiência e às suas necessidades. Apesar da sua formação superior em contabilidade e do seu percurso profissional anterior, precisava de apoio especializado para poder passar com sucesso nos processos de seleção, para alcançar a estabilidade que tanto desejava. É neste caminho rumo à integração laboral que ela recorre ao apoio da entidade ARIA (Associação de Reabilitação e Integração Ajuda) do programa Incorpora, em Portugal, especialista em orientação profissional para pessoas com problemas de saúde mental.

Os obstáculos à inclusão de pessoas com problemas de saúde mental

Entre os obstáculos que a Isilda enfrentou na sua procura de emprego, encontravam-se os que outras pessoas com problemas de saúde mental como ela costumam encontrar, tais como o estigma laboral de que sofrem ou o facto de a inclusão de grupos vulneráveis no mercado de trabalho não ser uma prioridade para muitas empresas.

Neste contexto, a Isilda, que tem um atestado de incapacidade multiuso de 86%, decidiu apostar no programa Incorpora para encontrar uma oportunidade de emprego numa das muitas empresas com compromisso social que colaboram com a iniciativa de emprego da Fundação ”la Caixa”, em Portugal.

H3, uma empresa com compromisso social, a oportunidade da Isilda

H3 é uma cadeia de hamburguerias que funciona segundo aquilo a que chamam a new hamburgology, uma filosofia que se baseia em servir hambúrgueres feitos de pura carne para conseguir true food, ou por outras palavras, comida real para pessoas reais.

Mas, para além desta aposta na comida real, a empresa também tem políticas sólidas de responsabilidade social corporativa, incluindo a inclusão de pessoas com deficiência, pessoas com problemas de saúde mental ou outros grupos vulneráveis. Foi graças a este compromisso social e à sua colaboração com o programa Incorpora, em Portugal, que conheceram a Isilda que, embora tenha sido descartada no primeiro processo de seleção, acabou por entrar para a empresa.

Leonel Branquinho, responsável pela gestão de pessoas e organização na H3, desempenhou um papel fundamental na integração laboral da Isilda, pois esteve muito aberto à sua admissão desde o início e tratou o caso com muita atenção e sensibilidade.

Graças ao acompanhamento da técnica Incorpora da ARIA e ao apoio do Leonel, a Isilda conseguiu adaptar-se, apesar de algumas limitações iniciais, tais como não conseguir chegar às prateleiras mais altas ou ter dificuldade em passar por alguns lugares com a sua cadeira de rodas.

Tanto a direção como os restantes trabalhadores da H3 tentaram promover um bom ambiente de trabalho para que a Isilda se sentisse um membro da equipa. Um bom exemplo disto foi a rápida adaptação da beneficiária do Incorpora e a renovação do seu contrato de trabalho por mais três meses.

A H3 está  a levar a cabo trabalhos para melhorar a adaptação do posto de trabalho da Isilda às suas condições de mobilidade reduzida e pondera também a possibilidade de lhe proporcionar um meio de transporte adaptado às suas circunstãncias.  Todas estas adaptações não só favorecem a beneficiária, como ainda abrem um caminho para todas as pessoas com deficiência que queiram trabalhar na empresa.

Mais do que uma integração laboral

O caso de sucesso da Isilda não se limita à sua integração laboral nem à estabilidade que um emprego como o que ela conseguiu. A sua admissão na H3 também a ajudou a integrar-se socialmente num novo ambiente.

Tanto é que a Isilda participou recentemente num evento de team building organizado pela empresa, no Algarve. Nesse evento, mostrou-se muito participativa em todas as atividades organizadas, apesar das suas limitações. Saiu mesmo da sua zona de conforto e passou a noite no hotel onde os seus colegas estavam hospedados.

Por último, durante estes dias, a Isilda pôde também visitar a praia. Isto pode parecer normal para a maioria das pessoas, mas para as pessoas com deficiência torna-se um verdadeiro desafio.

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